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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
Não há margens sem pontes, mesmo que aos nossos olhos pareçam não existir.
Íris
(Mesmo quando não se vislumbram pontes que permitam unir duas margens, é certo que elas existem, nem que seja espiritualmente.)
Muitas das melhores lições são tidas em silêncio, num plano de atenta observação.
Íris
(Não é só com perguntas e respostas que se aprende. Muito do que a vida nos mostra é aprendido com o olhar.)
Não é a idade que dá o saber, mas é o tempo, e a forma como o encaramos e desfrutamos, que nos ensina a ser mais sábios.
Íris
(O saber é uma aprendizagem contínua que depende de vários factores, os quais não se resumem ao deixar passar dos anos.)
Não são os templos que cimentam a Fé. Eles são apenas o pretexto para que a vejamos com outra atenção.
Íris
(Não é por se estar num templo que se é mais ou menos religioso, ou que se tem mais ou uma melhor Fé. O templo mais importante somos nós.)
Há sempre um ou outro pedaço de nós que acaba por cair. Mas também há a certeza de que outros pedaços nascerão.
Íris
(Tudo se renova, inclusive o que parece mais negativo, dando lugar a novas vontades, novos acontecimentos, novos existires.)
A Fé faz parte da vida. Não há vida sem Fé, inclusive para os descrentes.
Íris
(Por mais ou menos devotos que sejamos, não há ninguém que não tenha Fé, quanto mais não seja em si próprio.)
Muitas das portas que julgamos lacradas provavelmente estão entreabertas, e prontas a permitir que entremos.
Íris
(Nunca devemos partir do pressuposto de que não há volta a dar a determinados desfechos. Há sempre uma fechadura e uma chave.)
O renascer mais não é do que reaprender a ser quem se é, de verdade.
Íris
(Um dos nossos grandes defeitos é desviarmo-nos do que realmente somos, daí a necessidade de renascer as vezes que forem necessárias)
O maior poder da luz está dentro de cada um de nós, e não nos outros ou no que nos rodeia.
Íris
(Quando necessitamos de encontrar uma luz que nos conforte, ilumine e que nos incentive, devemos acendê-la dentro de nós, ou melhor, reacendê-la, porque ela está lá.)
Nunca devemos estar ocupados para nos ocuparmos com o melhor que a vida nos dá.
Íris
(Perdemos demasiado tempo com o que tem menos importância, quando deveríamos desocupar-nos para nos ocuparmos com o que vale realmente a pena.)
Terça-feira, 20 de Abril de 2010
A intensidade com que somos iluminados, em grande parte, depende da nossa luz interior.
Íris
(Não devemos estar à espera que os outros nos iluminem ou reparem na nossa luminosidade. Devemos ser os nossos próprios castiçais.)
A beleza das flores não depende da jarra que as apresenta mas sim da verdade com que se apresentam.
Íris
(Costuma-se dizer que a beleza está no interior, e isso não é errado de todo, principalmente quando essa beleza é autêntica.)
Todos temos asas. A dificuldade, muitas das vezes, prende-se com o receio de poder voar.
Íris

(Muito do que deixamos de fazer prende-se com a descrença em nós próprios. Por vezes, basta acreditar, só isso.)
A formulação dos desejos não existe apenas na viragem do ano, mas sim na viragem da vontade.
Íris

(É sempre tempo para enveredar por novos objectivos, sejam eles quais forem, e mesmo que tenham que ficar aquém do resultado pretendido.)
Por mais longe que esteja o farol, há sempre um atalho que nos pode levar até ele.
Íris

(Uma das grandes razões para a perda da esperança prende-se com a distância que existe entre o querer e o poder. Desistir não é o melhor caminho, quase nunca.)
Não basta acender velas para iluminar os objectivos. É preciso acender a alma.
Íris

(Não basta pedir. Muito do que realmente se deseja depende da vontade com que se deseja, da autenticidade com que se deseja.)
A vida não foi feita para emoldurar.
Íris

(Por muito que queiramos guardar os bons momentos no baú das recordações, convém nunca esquecer de viver o presente, nunca.)
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
A vida é um parque de diversões, umas de prazer e outras perigosas.
Íris

(Tudo tem dois lados. Por isso, cabe a nós escolher os que nos podem ser mais favoráveis.)
O sol só queima quem não se dá ao trabalho de se proteger.
Íris

(Mais fácil do que reclamar do sucedido é evitar que suceda, claro.)
A liberdade conquista-se, principalmente no desatar dos nós que bloqueiam as nossas acções.
Íris

(Por mais difícil que pareça desatar os nós, a melhor forma de gerir a própria vida passa por eliminá-los, um a um, sem contemplações.)
Para darem os frutos que desejamos, as árvores necessitam de quem também as adube.
Íris

(Todas as plantações necessitam de uma atenção dedicada. Muito poucos são os frutos que nascem sem serem "trabalhados".)
Não é a Fé que vira as costas a quem ele recorre mas sim a falta dela.
Íris

(A Fé não resolve os prolemas mas pode ser um importante auxílio. Pena é que muitos entendam que ela deve agir mesmo quando eles não a têm.)
Por mais difíceis que sejam os percursos, há sempre apoios que permitem atingir o destino com sucesso.
Íris
(Todos os percursos têm as suas dificuldades, e a mais difícil é aquela que nos próprios colocamos, ou seja, o achar que não se conseguirá chegar ao fim desejado.)
Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
Todas as vidas têm cor, inclusive as que estão mais cinzentas.
Íris
(Há sempre como colorir momentos menos interessantes. E isso passa, essencialmente, pela vontade em fazê-lo.)
O abandono mais não é do que uma prova definitiva de que há mais para além daquilo ou daquela pessoa.
Íris
(Ninguém gosta de ser abandonado, seja do que for ou no que for, mas isso, geralmente, é uma espécie de sinal para se avançar.)
Quem não celebra a vida é porque não entende o tanto que ela lhe dá, principalmente sem pedir nada em troca.
Íris
(Se olharmos bem para o que já conquistamos e para o que criamos e já sentimos, certamente que encontraremos vários motivos para celebrar.)
A tranquilidade espiritual mais não é do que o equilíbrio entre o corpo e a mente, livre de drogas, sejam elas de que tipo forem.
Íris

(Se nos sentirmos em paz connosco, certamente que encontraremos mais lucidez e energia para percorrermos o nosso caminho com mais e melhor vontade.)
Infelizmente, há sempre alguém que está pior do que nós, mesmo quando julgamos ser o pior exemplo.
Íris

(É uma pena não sabermos dar o devido valor ao que temos. É uma pena não nos abraçarmos ao tanto que possuímos, por pouco que pareça.)
Ninguém floresce sozinho, pelo menos com o esplendor desejado.
Íris
(Tudo, ou quase tudo, necessita de apoio, de observação, de quem valorize, e não apenas o próprio. Que piada tem florir sem ser observado?)
Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
As cores são sempre o melhor parceiro, principalmente quando nos tentam roubar os pincéis.
Íris

(Nunca devemos desistir da nossa alegria, por muito que tentem contrariá-la.)
Não há flor que sobreviva à falta de luz, principalmente a que se alimenta de escuridão.
Íris
(O negativismo apenas atrai mais negativismo. Como tal, o resultado desta conjugação jamais poderá ser positivo.)
Não há mistério que mereça o nosso receio. É que muitos mistérios só vivem à custa do receio que deles têm.
Íris

(Uma vida cheia de receios não é vivida em plenitude. Por isso é que não nos devemos prender a suposições.)
A tranquilidade não se compra, conquista-se, principalmente com a consciência.
Íris
(A consciência de cada um opera milagres, principalmente quando a balança apresenta um saldo positivo.)
Pecar só é pecado quando o pecador sente que pecou.
Íris
(Tudo é relativo. E depende sempre do emissor e do receptor, inclusive nos pecados.)
As surpresas fazem parte da vida, por muito que não as apreciemos. Afinal, a vida é uma surpresa.

Íris

(Passamos a vida a ser surpreendidos. Mas isso não significa que não continuemos o nosso caminho.)

Até no mais cinzento dos dias há raios de sol. Mesmo quando não se vêem.
Íris
(Mesmo a maior das tristezas acaba por dar lugar a alegrias, independentemente do tamanho da dor.)
A noite nem sempre tem mais brilho. Esconde é melhor o que não se quer ver.
Íris
(Muito do que julgamos ser brilho, muitas vezes não passa de uma maneira de nos iludir e ludibriar, de nos fazer crer, mesmo não sendo.)
Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Por mais distante que a água esteja do moinho, há sempre um rio que o pode fazer ressuscitar.
Íris
(Nenhuma missão é fácil, principalmente quando as alternativas parecem demasiado distantes do nosso alcance.)
A solidão nem sempre é uma forma de rendição. Por vezes é uma etapa.
Íris
(Estar-se só não implica não ter com quem estar. Por vezes é necessário estarmos exclusivamente connoosco.)
Mesmo quando o vento não sopra, há que acreditar que ele existe, porque ele existe.
Íris
(Os caminhos nem sempre nos conduzem pelas estradas que pretendemos. Mas isso não significa que não reencontremos o que desejamos.)
Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Se a vida fosse feita exclusivamente de estrelas, não teríamos a oportunidade de aprender à custa dos pontos negros.
Íris

(Todos podemos e devemos brilhar. Mas, há também que saber lidar com a escuridão.)
Todos os barcos têm um porto. Mesmo aqueles que não param de andar à deriva.
Íris

(Mais do que escolher a partida, há que saber reconhecer e escolher a chegada.)
Há quem fira, inclusive, com o olhar. Mas, bem vistas as coisas, nenhuma ferida sai incólume à justiça da verdade.
Íris

(Por muito que alguém nos fira, há sempre o tempo no papel de justiceiro.)
Quando os cálices que nos impõe são de fogo, o melhor é entorná-los para debaixo do tapete.
Íris
(Há sempre maneiras de contornar o mal dos outros. E, muitas das vezes, o melhor troco é desvalorizar-los.)
Por muito opacos que possam parecer certos caminhos, nada é mais opaco do que não acreditar na esperança.
Íris
(Sempre se disse que a esperança é a última a morrer... E deve ter algum fundamento, não?!)
A única barreira, aparentemente, intransponível chama-se morte. Todas as outras fazem parte da vida, ou seja, têm alternativas.
Íris
(Nada, absolutamente nada, deve ser visto como não tendo hipótese. Por alguma razão a palavra existe.)


O desespero morre de braços caídos. O prosseguir vive de acções.
Íris
(Ninguém consegue superar a infelicidade com infelicidade. Mas pode fazer por conseguir melhor do que o que já tem.)
Não existem túneis sem luz, existem é seres que teimam em ver a vida com os olhos fechados.
Íris
(Mais do que procurar a luz, há que senti-la. E depois, sim, procurá-la, encontrá-la.)
Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Nenhum sonho é demasiado infantil para ser ignorado à nascença.
Íris
(por muito difícil que seja o seu realizar, o sonho pode sempre auxiliar-nos a chegar a outros objectivos)
Nenhum cacto é completamente impermeável aos afectos, por muito que os tente picar.
Íris
(ninguém consegue verdadeiramente ignorar os gestos do coração)